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Tempo? E arranjá-lo?

por A Chef cá do Povo, em 25.02.18

Bisbilhotando pastas aqui e acolá, encontrei um ficheiro, no computador, intitulado de "A História da Poesia". Com um pouco de curiosidade e um duplo clique, abri um documento, com um texto pequenino e simples e uma história contada em versos, assinada em baixo com o meu nome.

 

E assim dizia:

 

Era uma vez, (há muitos milhares de anos) a Poesia
Que nasceu no alto de um monte
E em poesia, sua vida narrarei
Se permitirem que vos conte.

Pobre menina de terrível aspecto
Mal vestida, fantasmagórica
(Quem diria, quase um espectro)
Pobre a poesia, nas de alma rica.

Sina tremenda:

Quem a olhasse de frente

Se perdia num fogo ardente:

Assim reza a lenda.

 

Mas a Poesia, farta que apenas a olhassem

Nos seus brancos, sujos pés descalços

Subiu ao monte, sem ninguém em seu encalço

E gritou, para que todos a ouvissem.

 

E, ao bradar aos céus,

Sentiu-se forte e nova em si mesma

E, bem descendo o monte,

Bebeu a água de uma bela fonte.

 

Despiu seus farrapos rotos de amargura,

Vestiu-se dos mais harmoniosos versos,

E as lágrimas desapareceram

Dos seus olhos, antes imersos.

 

E, a partir desse momento,

Houve quem sonhasse com ela

E também quem a escrevesse,

À luz de uma vela.

 

Não me recordava de ter escrito tal texto, mas um terceiro clique se deu, e a lembrança veio, de que este poema datava dos meus 14 anos. Na altura em que eu achava que tinha veia poética... e que tinha tempo para a pôr em prática. Agora, arranjar tempo para ler, ... é uma sorte!

 

A Chef cá do Povo

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publicado às 18:32


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